Continuando nossas dicas para certificação Linux, 101.1 Identificar e editar configurações de hardware, falei referente dispositivos de armazenamento IDE, dispositivo SCSI entre outros.
Dispositivos de armazenamento
No sistema GNU/Linux, primeiro, a saber, é que a nomenclatura é diferente, não será visto, por exemplo, unidade “C:” e todos os dispositivos de armazenamento encontrado são identificados por um arquivo dentro do diretório /dev.
/dev/hdx1 | | || | | ||_Identifica o número da partição no disco rígido. | | | | | |_Identifica o disco rígido(a=primeiro, b=segundo e ...). | | | |_Identifica o tipo do disco rígido(hd=ide, sd=SCSI, xt=XT). | |_Diretório onde são armazenados os dispositivos.
Algumas especificações:
/dev/fd0 - Primeira unidade de disquetes.
/dev/hda - Primeiro disco rígido na primeira controladora IDE do micro (primary master).
/dev/hda1 - Primeira partição do primeiro disco rígido IDE.
/dev/hdb - Segundo disco rígido na primeira controladora IDE do micro (primary slave).
/dev/hdb1 - Primeira partição do segundo disco rígido IDE.
/dev/sda - Primeiro disco rígido na primeira controladora SCSI.
/dev/sda1 - Primeira partição do primeiro disco rígido SCSI.
/dev/sdb - Segundo disco rígido na primeira controladora SCSI.
/dev/sdb1 - Primeira partição do segundo disco rígido SCSI.
/dev/sr0 - Primeiro CD-ROM SCSI.
/dev/sr1 - Segundo CD-ROM SCSI.
/dev/xda - Primeiro disco rígido XT.
/dev/xdb - Segundo disco rígido XT.
Falarei um pouco referente SCSI, e é importante saber para o exame que os dispositivos SCSI 8 bit é possível colocar 7 dispositivos, por que 1 fica reservado para a controladora. Assim, para o dispositivo SCSI de 16 bit, 15 são dispositivos e 1 é para controladora. Não esqueçam, certamente terá uma pergunta sobre este item.
Os dispositivos SCSI são identificados por meio de um conjunto de três números, chamado SCSI_ID, que determinam:
Primeiro:
Canal SCSI: cada adaptador SCSI suporta um canal de dados, no qual são anexados os dispositivos SCSI. São numerados a partir de zero (0);
Segundo:
ID do dispositivo: a cada dispositivo é atribuído um número ID único, alterável por meio de jumpers ou do BIOS da controladora. A faixa de IDs vai de 0 a 7 em controladores de 8 bits e de 0 a 15 em controladores de 16 bits. O ID da controladora costuma ser 7;
Terceiro:
Número lógico da unidade (LUN): usado para determinar diferentes dispositivos dentro de um mesmo canal SCSI.
Dispositivos SCSI são listados no arquivo /proc/scsi/scsi, e utilizando o comando scsi_info que usa as informações desse arquivo e mostra o SCSI_ID e o modelo do dispositivo.
Galera! ficarei por aqui, pois estou morrendo de sono. Logo, postarei perguntas que caíram nas provas. Qualquer sugestão e dúvidas não se esqueçam de clicar abaixo.
Dúvidas e sugestões. Clique aqui.
Abraços...
Wesley Vital
Bacharel em Sistemas de Informação.
Especializando em Gestão em Governança de TI.
Certificações:
LPIC-1, LPIC-2, Novell CLA e Novell Data Center Technical Specialist.
Este é um pequeno artigo, com o qual iniciamos, este canal de comunicação sobre desenvolvimento de softwares, neste espaço cedido pela Services Informática.
Bem, hoje o mercado de Desenvolvimento de softwares sofre com a falta de profissionais para preencher a demanda das empresas, que seja nos grandes centros ou interior do nosso país, e estão carentes de mão de obra, segundo matéria do Jornal da Globo do dia 11/08/2010, existe um déficit de 86% de programadores, 50% de analista de sistemas, e 34% de técnicos de suporte, no mercado segunda pesquisa própria.
As causas apontadas para este fenômeno são :
O fato é chove vagas e as empresas não estão conseguindo preenche-las, seja em linguagens para computadores de grande porte como cobol para mainframes, ou para tecnologias da moda como Oracle Java, Micosoft .net, etc.
O que faz com que as empresas tenham que formar os seus próprios profissionais, como o exemplo do HSBC Global Tecnologies que criou um centro de treinamento para formar os profissionais pelos quais ela demanda, que estão na área de Segurança da informação, Desenvolvimento Web, e Desenvolvimento para Mainframes, ou exemplo é uma pequena empresa, da nossa região na qual eu trabalhei, onde eu dei um curso de programação Delphi para incentivar os colaboradores no interesse por esta área e formar mão de obra.
Mas para ser bem sucedido nestas vagas de mercado existem conhecimentos que podem ajudar muito na conquista destas vagas, uma delas é a fluência em uma língua estrangeira como o inglês (principalmente), ter bons conhecimentos em metodologia de desenvolvimento de software como RUP ou Extreme Programming, e Programar bem em pelo menos uma linguagem, e ter conhecimento em alguma linguagem de script caso estas não sejam o seu foco (python, php, ruby etc), e com certeza uma certificação é um grande diferencial(LPI, MCP, SCJP, etc).
Por hoje é só, espero que tenham gostado, dentro em breve postarei mais artigos sobre desenvolvimento de software, dicas sobre diversas linguagens de programação como : Delphi, Java, C# e Python.
Pedro Henrique P. de Andrade
Estudante de Análise e Desenvolvimento de Software
Programador Delphi Pleno
Programador Java Jr (certificação SCJP em curso)
Coordenador de TI da Unidade da Mauricéa Alimentos de Luis Eduardo Magalhães - BA.
Estamos presente mais uma vez continuando com o tópico 101 falarei referente alguns termos e arquivos exigidos para a prova 101. Ainda o que o sub tópico 101.1 Identificar e editar configurações de hardware. Peso 2, requer.
Alguns termos são:subsistema udev - O subsistema udev trabalha junto com o hotplug do Linux, é encarregado em atualizar os dispositivos na pasta /dev. A pasta do sistema udev é /etc/udev, nesta pasta temos as regras e arquivos de configurações como por exemplor o udev.conf.
coldplug - O termo coldplug é o que exige que a máquina seja desligada para que algum dispositivo seja conectado ou desconectado.
sysfs - Sistema de arquivos que enumera os dispositivos e barramentos conectados a um sistema em uma hierarquia que pode ser acesada do espaço de usuário. Montado em /sys/ contendo diretórios que organizam os dispositivos conectados ao sistema de diversas maneiras distintas.
hald - Para um melhor controle dos dispositivos conectados em tempo real, o Linux mantem um banco de dados que é gerenciado pelo serviço hald (hardware abstraction layer daemon).
dbus - Um sistema de dbus trata a comunicação entre os processos numa mesma máquina. Um bom sistema operacional é utilizador de IPC (inter-process comunication).
Para um administrador Linux é importante saber que a pasta /proc/ que contem os pseudos arquivos, o administrador tem disponível vários arquivos que pode tratar o kernel do Linux em tempo real. Alguns desse arquivos por assumirem importantes funções para um bom trabalho do sistema.
Perguntas como: Qual o pseudo arquivo para configurar um conflito de IRQs? O arquivo interrupts relaciona: a) todas IRQs disponível no sistema; b) IRQs em uso ... indiscutivelmente são perguntas que poderão aparecer nas provas. Vamos agora falar de alguns arquivos. Lembrando que os pseudos arquivos ou também conhecidos como arquivos de configurações em tempo real, estão localizados na pasta /proc/.
/proc/cpuinfo – Contem informações dos processadores encontrados pelo sistema.
Digite no prompt: #cat /proc/cpuinfo
/proc/interrupts – Contem informações das requisições de interrupção (IRQs).
Digite no prompt: #cat /proc/interrupts
/proc/dma - Contem informações dos canais de acesso direto à memória.
Digite no prompt: #cat /proc/dma
/proc/ioports - Contem informações referente endereços de memória usados por dispositivos.
Digite no prompt: #cat /proc/ioports
/proc/scsi/scsi - Contem informações dos SCSI encontrados.
Digite no prompt: #cat /proc/scsi/scsi ou #scsi_info
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Wesley Vital
Bacharel em Sistemas de Informação.
Especializando em Gestão em Governança de TI.
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Seguindo com as dicas para ajudar os que pretendem tirar certificação Linux, falarei das exigências da prova 101, que tem os tópicos 101 até 104.
O tópico 101 tem peso 8 na prova, e contempla a arquitetura do sistema. Segue:
101: Arquitetura de sistema.
101.1 Identificar e editar configurações de hardware. Peso 2;
101.2 Inicio (boot) do sistema. Peso 3;
101.3 Alternar runlevels, desligar e reiniciar o sistema. Peso 3.
101.1 – Identificar e editar configurações de hardware
É exigido que os canditados sejam capazes de realizarem configurações básicas de hardware.
Conhecimento dos seguintes diretorios, para atender esse tópico: /dev, /proc e /sys.
Conhecimento dos seguintes comandos, para atender esse tópico: modprobe, lsmod, lspci e lsusb.
Conhecimento nos seguintes termos, para atender esse tópico: hotplug, coldplug, sysfs, udev, hald e dbus.
Comandos usados para inspenção de dispositivos:
lsusb – Mostra os dispositivos USB conectados conectado fisicamente a um sistema Linux.
# lsusb –t
# lsusb –v – Exibe mais detalhes dos dispositivos;
# lsusb –v –d 11d2:1003 – Desta forma será exibido mais detalhes do dispositivo informado pelo ID 11d2:1003.
lspci – Usado para exibe todos os componentes conectados aos barramentos PCI. Exemplos: controladoras de disco, placas externas, controladoras USB, placas integradas etc.
# lspci
# lspci –v
Os comandos acima ao exibir os dispositivos identificados não garantem que os mesmos estejam funcionando, pois dependerá dos devidos módulos. Os módulos são softwares que servem para controlar os dipositivos.
Fazendo uma breve comparação com o Windows, os módulos são os drivers, geralmente para o Windows os fabricantes dos dispositivos se encarregam criar os drivers.
lsmod – Lista todos os módulos carregado no sistema. O camando lsmod le o conteúdo do arquivo /proc/modules.
# lsmod
Desculpe-me a demora, é que estava estudando para tirar LPIC-2, e graças a Deus tive sucesso.
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Wesley Vital
Bacharel em Sistemas de Informação.
Especializando em Gestão em Governança de TI.
Certificações:
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Esta é minha primeira dica de várias que quero publicar. Nos próximos dias estarei escrevendo outras para ajudar os que estão interessados em tirar certificação Linux.
Para quê tirar uma certificação? Primeiro, acho que é bem pessoal, é a conquista de todo o tempo dedicado para estudos, dias e dias sem dormir... Segundo, comprovar o conhecimento em determinado assunto. E por fim, o reconhecimento das empresas que ao contratar profissionais dão prioridades aos que tem certificações.
Para certificações Linux, contamos com o LPI - Linux Professional Institute, uma organização sem fins lucrativos, sediada no Canadá e constituída em 1999. Trata o programa de certificação em sistemas GNU/Linux de reconhecimento internacional por empresas, profissionais de TI entre outros.
Os exames do LPI são aplicados mundialmente por intermédio da Pearson VUE e da Thomson Prometric em seus centros de certificação e também são aplicados em papel (provas).
O site LPI Mundial pode ser acessado através de:
http://www.lpi.org
Exames
LPIC-1 - Linux Professional Institute Certification Level 1 - Administrador Linux nível júnior. Provas: 101 e 102.
LPIC-2 - Linux Professional Institute Certification Level 2 - Administrador Linux nível pleno. Provas: 201 e 202.
LPIC-3 - Linux Professional Institute Certification Level 3 - Administrador Linux nível sênior. Prova: 301.
Estes são os três níveis de certificação Linux. Um nível é requisito para o outro. Após o LEVEL 3 existe especializações.
Para realizar os exames é obrigatório que o candidato tenha o seu LPI ID (Linux Professional Institute Identification), que é o código de identificação no instituto. Qualquer pessoa pode ter um LPI ID, mesmo que não tenha uma certificação, e pode ser obtido em https://www.lpi.org/register.html.
Bem pessoal, esta é uma pequena introdução. Nas próximas dicas vamos tratar dos assuntos e boas práticas para tirar a primeira certificação Linux - LPIC 1.
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Wesley Vital
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